quarta-feira, 3 de junho de 2009

Consciência Nutricional no Mudança Geral cap 4

Não é fácil mudar de hábitos de uma hora para outra.
É preciso ter informação e apoio.
Ainda estão usando adoçantes e produtos diet e light, mas em compensação, estão consumindo mais legumes, verduras e frutas.
Mas ainda falta melhorar o planejamento das alimentação, pois as crianças ainda estão deixando comida no prato.
Para conseguir reduzir o peso e melhorar o metabolismo não é necessário consumir adoçantes nem produtos diet.
No caso da Família Meneghini, o consumo de alimentos ricos em energia, gorduras e proteínas era muito grande.
Apenas diminuindo esse consumo e trocando por alimentos mais saudáveis já seria possível verificar pequenas mudanças no peso, na glicemia e em outros parâmetros bioquímicos.
Mas os exames serão feitos somente na última semana de acompanhamento.
Será que os Meneghini vão atingir os objetivos?

Consciência Nutricional no Mudança Geral cap 3

Duas semanas já se passaram.
A Família Meneghini está se esforçando para dar conta da mudança de hábito alimentar.
Primeiro radicalizou, comprou alimentos diet e light, entrou com adoçante artificial e diminuiu radicalmente as pizzas, hamburgueres e refrigerantes.
Até as crianças sentiram a mudança, pois não teve mais salgadinhos e chocolates.
Mas será que precisava ser assim tão radical?
Um ponto muito positivo é que o consumo de carne diminuiu bastante e o desperdício de alimentos também.
Eles também estavam procurando mais por frutas, legumes e verduras.
Como eles não tinham o hábito de consumir esses alimentos, tiveram algumas dificuldades, comprando frutas fora da época, que além de caras não possuem o mesmo sabor.
Contudo a cervejinha ainda está difícil de diminuir e as crianças não estão gostando muito do aproveitamento das sobras dos alimentos.
Vamos ver se após a nossa conversa, eles conseguiram mudar mais alguma coisa.

Consciência Nutricional no "Mudança Geral" cap 2

Já deu para perceber que a mudança não vai ser fácil.
A alimentação dos Meneghini, como na maioria dos lares brasileiros, é baseada em alimentos industrializados, frituras, carnes, refrigerantes e guloseimas.
Talvez por isso as pesquisas mais recentes tem apontado um aumento significativo na prevalência de anemia e hipovitaminose em mulheres e crianças (Anemia atinge mais de 20% das crianças e quase 30% das mulheres brasileiras).
Mas no final de semana é ainda pior: churrasco acompanhado de muita cerveja!!!
Para as crianças o cardápio é o mesmo, mudando a cerveja para o refrigerante.
Estudos recentes apontam que essa dupla churrasco e cerveja é a responsévl por algumas doenças não transmissíveis, como gota, diabetes e até mesmo câncer!
A dica para os Meneghini mudarem o hábito alimentar é: aumentar o consumo de verduras, legumes, frutas, frango, peixe e diminuir os alimentos industrializados. Mas pelo visto, não vai ser tão fácil, vamos ver?

Consciência Nutricional no "Mudança Geral" cap 1

"Mudança Geral" é um quadro do Fantástico que acompanhou uma família que deseja mudar os hábitos de consumo para dar uma força para o nosso planeta.
Afinal, com seis bilhões e setecentos milhões de habitantes a Terra já não consegue produzir alimentos, água e energia suficientes para todos.
Mas mudar os hábitos de consumo não precisa ser um sacrifício. Tem o lado bom: não só pode trazer uma bela economia no bolso, como também fazer bem para a saúde. Será que uma família tipicamente brasileira, como a família Meneghini, está preparada para enfrentar tantas transformações?
Para começar, vamos apresentar os membros da Família Meneghini que aceitou enfrentar os desafios:
Malu tem 13 anos e esta na oitava série.
Andréa, a mãe, acabou de completar 37 anos.
Matheus, dez anos, é o caçula da família.
Reginaldo Antônio Meneghini tem 38 anos e trabalha numa empresa metalúrgica das 22h às 6h.
A família Meneghini teve como metas: melhorar a alimentação, controlar o consumo de água, de luz, combater o desperdício.

Para enfrentar os desafios contou com a ajuda de cinco especialistas:
o professor Marco Saidel, da USP, com dicas sobre uso racional de energia;
a pesquisadora Silvana Cutolo, também da USP, com dicas sobre o consumo de água;
a nutricionista Katia Camargo, a responsável pela alimentação;
a ambientalista Ana Maria Luz, com dicas sobre reciclagem e coletya seletiva do lixo;
e a especialista em consumo Raquel Diniz que mostrou como a mudança de hábitos pode fazer bem não só ao planeta, mas também ao bolso da família.
Vejam o primeiro capítulo da saga:

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Alternativas ao Leite

Muitos perguntam se o leite é mesmo um alimento essencial.
Todos os mamíferos precisam de leite ao nascer. É o alimento mais completo para o recém-nascido. O perídodo de amamentação é variável conforme a espécie.
O ser humano é o único mamífero que permanece com alimentação infantil por toda a vida. E ainda usa-se de uma outras espécies como "ama-de-leite".
Isso é adequado? Depende.
Se levarmos em consideração a fisiologia, aos dois anos de idade deixaríamos de beber leite por que não precisamos mais.
Existem grupos populacionais, como por exemplo os orientais, que desenvolvem intolerância ao leite a partir dessa idade. E isso não é uma doença, é fisiológico.
É normal que algumas pessoas tenham intolerância ao leite em alguma fase da vida e nem perecebam. Isto se deve à perda ou diminuição da produção de uma enzima chamada lactase, responsável pela digestão da lactose (açúcar do leite). O sintoma mais evidente dessa intolerância é a diarréia, mas às vezes podem aparecer sintomas não tão óbvios: prisão de ventre, asma, bronquite, sinusite, problemas de pele e outros.

Existem várias formas de substituir o leite. E não é preciso preocupar-se com o cálcio, pois o leite não é a sua única fonte, além disso, apenas uma pequena porcentagem do cálcio do leite é absorvida (cerca de 23%).
Os alimentos que também são fonte de cálcio: sardinha, castanha de caju, castanha do pará, amêndoas, gergelim, brócolis, couve-manteiga, vegetais de folha verde escura em geral.
E não podemos nos esquecer do Sol!!! O Sol em contato com a pele libera vitamina D que auxilia na fixação do cálcio. Portanto, não esqueçam de tomar sol por pelo menos 15 minutos todos os dias. De preferência o sol da manhã

Aqui seguem algumas receitas caseiras que susbstituem o leite, inclusive para crianças, enviadas pela nutricioista Deise Lopes.




LEITES VEGETAIS
Aqui, um parênteses: leite é todo produto proveniente da glândula mamária que se destina à alimentação do filhote, mas aqui chamaremos de leite os extratos vegetais como uma "licença poética", pela sua similaridade com o leite animal.

Leite de castanha do Pará
6 castanhas grandes para adultos e adolescentes
3 castanhas para bebês.
Colocar o ingrediente num copo de 150ml e completar com água filtrada. Deixar de molho de 20 a 30 minutos. Depois do molho é só liquidificar e coar, utilizando o bagaço em mingaus e outras preparações.

Leite de aveia
2 colheres de sopa cheia para adultos e adolescentes
1 colher de sopa cheia para bebês.
Colocar o ingrediente num copo de 150ml e completar com água filtrada. Deixar de molho de 20 a 30 minutos. Depois do molho é só liquidificar e coar, utilizando o bagaço em mingaus e outras preparações.

Leite de amêndoas
20 amêndoas (após terem ficado de molho, suas cascas devem ser retiradas) para adultos e adolescentes
9 amêndoas para bebês (retirar as cascas após ficarem de molho).
Colocar o ingrediente num copo de 150ml e completar com água filtrada. Deixar de molho de 20 a 30 minutos. Depois do molho é só liquidificar e coar, utilizando o bagaço em mingaus e outras preparações.

Leite de milho
1 espiga média (cortar os grãos não muito perto do talo para não amargar o leite)
Colocar o ingrediente num copo de 150ml e completar com água filtrada. Deixar de molho de 20 a 30 minutos. Depois do molho é só liquidificar e coar, utilizando o bagaço em mingaus e outras preparações.

LEITE DE COCO Rendimento: 600ml
1 coco seco grande
500 ml de água morna
Fazer um pequeno furo no coco e retirar alguma água restante.Botar o coco em contato com fogo (boca do fogão etc.). Virar o coco e esperar alguns segundos para o fogo atingir toda a superfície e ir soltado a casca mais grossa externa (normalmente ouve-se um estalo).Esperar o coco esfriar um pouco. Pegar o coco e bater um uma superfície dura a ponto de quebrar a casca mais grossa. (fica uma casca mais fina que pode ir para o liquidificador). Se toda a casca grossa não separar nesta fase, separar com uma faca. Cortar o coco em pedaços pequenos e levá-lo ao liquidificador para ser triturado. Ferver a água. Acrescentar ao coco e bater. Coar. Armazenar em um recipiente.


Além desses, já exitem produtos industrializados que podem ser utilizados em substituição ao leite como o leite de arroz, leite de soja, leite de amêndoas.

Vejam uma reportagem sobre o leite na Folha Equilíbrio:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u558451.shtml

sexta-feira, 8 de maio de 2009

As Cores dos Alimentos

Para entendermos um pouquinho mais a importância das cores na nossa alimentação, apresento duas abordagens que se complementam: a da ciência moderna e a da Medicina Tradicional Chinesa.
Segundo a ciência moderna, as cores dos alimentos são determinadas pela presença dos pigmentos. Essas substâncias naturais, além de colorir os alimentos, desempenham papéis importantes na promoção da saúde e no tratamento de doenças.
Você sabia que vegetais de coloração escura - como rúcula, espinafre, brócolis e agrião - contêm ácido fólico e boro e são excelentes no combates à depressão e à anemia?
Por trás das cores dos alimentos há muito mais do que imaginamos!
Os brancos - como o alho e a cebola - possuem alicina, associada à redução do colesterol.
Os roxos - como as amoras e os blueberries - têm antocianina, com ótimo efeito contra o envelhecimento.
Os vermelhos - como o tomate e a goiaba - possuem licopeno, que auxilia na prevenção de câncer de próstata e osteoporose.
Os verdes - como o espinafre e a rúcula - têm bons índices de fibras e de luteína, que mantêm a saúde visual.
Os amarelos - como a laranja e a abóbora - são ricos em antioxidantes, como vitamina C e betacaroteno, que atuam no sistema imunológico, pele e ossos.
Já segundo a Medicina Tardicional Chinesa, as cores dos alimentos estão relacionadas aos elementos da natureza - Maderia, Fogo, Terra, Metal e Água - que regem os nossos principais centros energéticos. Alguns exemplos:
Alimentos verdes - como os vegetais de folha verde escura - representam o elemento Madeira e são bons para o centro energético do Fígado e Vesícula Biliar
Alimentos amarelos - como a abóbora, o cará e a mandioquinha (batata baroa) - representam o elemento Terra e são excelentes para o centro energético do Baço-Pâncreas e do Estômago.
Alimentos vermelhos - como as pimentas e o tomate - representam o elemento Fogo e são exelentes para o Coração e o Intestino Delgado.
Alimentos brancos - como o inhame, o nabo e o arroz - representam o elemento Metal e são ótimos para o Pulmão e o Intestino Grosso.
Alimentos pretos (ou escuros) - como o gergelim preto, as algas e o feijão preto (não vale Coca-Cola!!!) - representam o elemento Água e são excelentes para o Rim e a Bexiga.
Ainda de acordo com a Medicina Tradicional Chinesa, os sabores também têm muita importância no equilíbrio do fluxo energético.
Mas esse é um assunto para as próximas postagens.
Por enquanto a dica é: quanto mais colorida a refeição, melhor!!!

sábado, 2 de maio de 2009

Repensar o Modo de Produção

Amigos,

Vale à pena refletirmos, neste momento, sobre ter aparecido "de repente" a Gripe Suína e o que isso tem a ver com nutrição. Não que a ingestão de carne de porco tenha a ver diretamente com essa epidemia, mas o modo de produção, esse tem.

Vejam alguns trechos de uma entrevista concedida por Alejandro Nadal, economista dos Centro de Estudos Econômicos do México, enviada por Soraya Terra, nutricionista do Instituto Vida Una, sobre a correlação entre a gripe suína e o sistema de produção de alimentos.

30 DE ABRIL DE 2009 - 20h39
Gripe do Agronegócio: 'suspeito número um é o sistema de produção'

De que estamos tratando quando se fala de gripe suína?
A chamada febre ou influenza suína é provocada por uma variação de um vírus que é endêmico em porcos. A influenza suína é rara em humanos, mas o vírus pode sofrer mutações e afetar humanos. É isso o que aconteceu neste caso.

Como pode ter havido a mutação do vírus, ao que parece, muito rapidamente e afetar a espécie humana?
O suspeito número um é o sistema de produção industrial de porcos, onde o confinamento permite o intercâmbio maciço de vírus, o que facilita o surgimento de novas cepas e variantes, algumas das quais podem ser um tipo patógeno de influenza, que pode afetar os seres humanos. As pocilgas são bem conhecidas por serem uma das melhores fontes de geração de variantes desses vírus.

Qual é a situação em seu país, neste momento?
Fala-se de mais de dois mil casos de infecção com um quadro clínico similar ao do vírus A (H1N1). Cerca de 150 pessoas morreram, o que situa o nível de mortalidade em níveis comparativos a epidemias muito graves, embora não seja prudente ainda fazer comparações com estes níveis estatísticos.

O que está acontecendo significa que a pecuária intensiva, industrializada, é um caldo de cultivo para agentes infecciosos? Não estamos tratando os animais, seres vivos, como se fossem seres inanimados, sem dor nem sofrimento?
A produção industrial em grande escala de gado em estábulos, de porcos e aves em ''granjas'' gigantescas, que são verdadeiras fábricas de carne, é uma das aberrações da produção capitalista nestes últimos cinquenta anos. Sim, efetivamente, é um caldo de cultivo de agentes patológicos. Facilita sua rápida evolução e promove o surgimento de novas cepas de grande virulência. É bem sabido pelos epidemiologistas o fato de que os vírus que causam a morte de seu hospedeiro mantêm um equilíbrio entre virulência e velocidade de transmissão. No caso dos criadouros industriais de porcos e aves, a recolocação cada vez mais rápida dos animais gera pressões (evolutivas) que desembocam no surgimento de cepas mais daninhas e de altas velocidades de transmissão. O fato é bem conhecido na literatura especializada. Mas as autoridades, tanto nacionais como internacionais (incluíndo aí a OMS, no que compete à FAO), sempre toleraram estas condições de produção de carne para a alimentação humana.

Podemos tirar alguma lição do que está acontecendo?
Há duas lições muito importantes. Primeiro, as fábricas de carnes (os gigantescos ''feedlots'' de bovinos nos Estados Unidos, as granjas de porcos e aves) são recintos em que a lógica da rentabilidade do capital se mistura com a dinâmica evolutiva da natureza. O resultado é uma mistura explosiva. A rentabilidade requer grandes escalas de produção, crescimento rápido dos animais (induzido artificialmente por meio de hormônios) e forte rotação do capital. A dinâmica evolutiva não perdoa e aproveita essas características nos processos produtivos de carne em escala industrial. Desse caldeirão vão surgir sempre novos vírus patógenos. A OMS e os epidemiologistas do mundo sabem disso. A segunda tem a ver com o tema da biossegurança, esta epidemia é uma mostra clara de que os sistemas de biossegurança no México, e provavelmente em muitos países, não estão preparados, nem de longe, para enfrentar essas contingências.

Para ler a entrevista na íntegra acesse o site: Rebelión (em espanhol): www.rebelion.org

Mais informações poderão ser obtidas no blog desenvolvido pelo NEPAM da UNICAMP: http://educomambiental.blogspot.com/