Participem e dêem a sua opinião sobre os produtos orgânicos quanto a qualidade, quantidade, distribuição e políticas públicas de incentivo à produção de orgânicos.
Depois da "descoberta" da quinoa, cereal andino, e de sua imensa exposição na mídia devido às suas indiscutíveis propriedades nutricionais, agora é a vez do amaranto, conhecido como "feijão dos Andes".
Recentemente saiu uma reportagem no Globo Repórter sobre este pseudo-cereal, destacando o alto valor biológico de suas proteínas, a grande quantidade de cálcio, ferro, zinco, fibras e sua capacidade de reduzir o colesterol.
Contudo, há um outro fato sobre o amaranto, não divulgado pela mídia, que está sacudindo a agroindústria:
Pelo visto, a natureza não é tão passiva quanto previam os pesquisadores da Monsanto. Em 2004, plantadores de soja dos Estados Unidos notaram que alguns brotos de amaranto, tidos como erva daninha, resistiam ao Roundup, potente agrotóxico que utilizavam em suas lavouras. Por isso, esses agricultores tiveram que abandonar cultivos de 5 mil hectares de soja transgênica; outros 50 mil estão gravemente ameaçados.
Desde então, a situação só tem se alastrado. Segundo cientistas, ocorreu uma transferência de genes entre a soja modificada geneticamente e o amaranto.
Essa constatação contradiz a afirmação de que é impossível um cruzamento de uma planta modificada geneticamente com uma não modificada. Uma hipótese para o ocorrido é a de que o agrotóxico tenha exercido uma enorme pressão sobre o amaranto, que, por sua vez, aumentou ainda mais sua velocidade de adaptação.
Ao que parece, surgiu um "amaranto-r" portador de um gene resistente ao herbicida.
A única solução para os plantadores de soja seria arrancar à mão o amaranto, como se fazia antigamente. Isso já não é possível dadas as dimensões das áreas de cultivo. Além disso, por terem raízes profundas, essas ervas são extremamente difíceis de arrancar, razão pela qual simplesmente se abandonaram 5 mil hectares de soja.
A boa notícia é a de que já existe uma tendência entre os agricultores de renunciar aos OGM (organismos geneticamente modificados) e voltar para a agricultura tradicional. Um produtor e vendedor americano de sementes de soja afirma que as sementes OGM estão desaparecendo de seu catálogo e que a demanda por sementes tradicionais tem aumentado.
E então? O amaranto é uma planta diabólica ou... sagrada?
O amaranto pode ser "diabólico" para a agroindústria, mas é sagrado para os incas. Pertence à classe dos alimentos mais antigos do mundo. Cada planta produz a média de 12 mil sementes por ano. E como pesquisas já demostraram, tem um valor nutricional inestimável.
O amaranto suporta o rigor da maioria dos climas, tanto nas regiões secas, como nas de monção e as terras altas tropicais, além de não ter problemas com pragas. Dispensa agrotóxicos.
É uma planta a ser seriamente considerada pelos que discutem a forma de se eliminar a fome.
(texto-base encaminhado por Soraya Vidya Terra Coury ao grupo de estudos "Nutrição Complementar": Amaranto "dá o troco" na Monsanto- Atualizado em 29 de junho de 2009 às 15:01 Publicado em 26 de junho de 2009 Efeito bumerangue na Monsanto -por Sylvie Simons*, no site do MST Para ir ao site do MST, clique aqui.http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/amaranto-da-o-troco-na-monsanto/)
Mais uma vez o espírito de Gaya se faz presente, mostrando que a natureza é viva e se transforma a cada instante, apesar de nossa insistência em querer dominá-la.
Quem pensa que os alimentos instantâneos podem ser uma opção saudável para os que têm pouco tempo para a refeição não está fazendo uma boa escolha.
Vejam o que diz este artigo encaminhado pela nutricionista Yara, do GEACAN: "Uma pesquisa da Associação de Defesa do Consumidor Pro Teste analisou seis tipos de arroz e um de macarrão de pacote e constatou altos índices de realçador de sabor (glutamato monossódico), poucos nutrientes e falta de higiene. Além disso, em quase todas as amostras foram encontrados ácaros e partes de insetos.
A associação analisou o Arroz à Grega das marcas Blue Ville e Tio João, o Arroz de Carreteiro da Maggi e Tio João, a Pasta aos Quatro Queijos da Maggi, além da Receitas do Chef, Ervas Finas,Uncle Ben's e Arroz Ervas FinasTio João. Cada 225g da Pasta aos Quatro Queijos, da Maggi, apresentou 17 fragmentos de insetos. Nos produtos do Tio João foram encontrados ácaros. Já o Arroz CarreteiroMaggi, apresentou 40g de aditivo GLUTAMATO MONOSSÓDICO por quilo de alimento, ou seja quatro vezes mais o limite europeu, que é de 10g por quilo. Na Pasta aos Quatro Queijos havia 20g de glutamato. A Pro Teste verificou ainda que os alimentos semiprontos não suprem as necessidades de nutrientes de que o corpo precisa em uma refeição. Segundo a pesquisa, todas as marcas avaliadas apresentaram glutamato monossódico, substância que, se consumida em excesso, pode causar alergias, náusea e dor de cabeça."
A matéria completa está no site http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3758338-EI8147,00.html
O que é glutamato monossódico? O glutamato foi isolado em 1908 a partir de algas marinhas. Naquela época, percebeu-se que o glutamato fornece aos alimentos um sabor único, diferente dos já conhecidos: doce, salgado, azedo e amargo. Este "5º sabor" foi denominado “umami”. O glutamato monossódico é um aminoácido não essencial para o nosso organismo, isto é, na falta de glutamato na dieta, podemos produzir o nosso próprio glutamato.
Ele participa de diferentes funções neuroendócrinas, entre elas a regulação da fome e a saciedade. Podemos consumir o glutamato, de forma natural, através de diversas fontes alimentares. Em pequenas quantidades ele é inócuo. Mas, se consumido em excesso, pode levar até à perda de neurônios.
Além disso, já foi descrita na literatura científica a "síndrome do restaurante chinês", caracterizada por vermelhidão facial, alergias, taquicardia, dor de cabeça e náuseas. Essa síndrome está associada ao elevado consumo de glutamato monossódico. Reconhecidamente um neurotransmissor, recentes pesquisas tem indicado que o glutamato desperta a voracidade. Um estudo científico em ratos, desenvolvido por Jesus Fernandez-Tresguerres, indica que o glutamato monossódico aumenta a voracidade em 40%. Pesquisas recentes vem apontando uma relação entre a ingestão de glutamato e o aparecimento de doenças degenerativas cerebrais, tais como Alzheimer e Mal de Parkinson. Também tem sido sugerido que o seu consumo pode ser responsável pela hiperatividade em crianças e por reações alérgicas, asma, câncer e enxaqueca em adultos. Mesmo assim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda o considera um aditivo alimentar inócuo, como o açúcar e o sal. (OPS!)
Aí já temos uma pista para reflexão: até o açúcar e o sal em excesso são prejudiciais. O glutamato em excesso também não o será? Já não estaria na hora das autoridades sanitárias passarem a controlar as quantidades de glutamato adicionadas aos alimentos?
E nós?... Que tal verificarmos em nossas dispensas quantos produtos contêm glutamato monossódico? É só ler o rótulo. Será que estamos fazendo as escolhas mais acertadas para a nossa saúde?
A saga da Família Meneghini chegou ao fim com saldo positivo! Perderam peso, melhoraram o metabolismo e até a pele das crianças melhorou! Isto tudo apenas com mudança de hábitos alimentares, sem dieta! Abriram espaço para frutas, legumes e verduras, que antes não existiam! Diminuiram o consumo de alimentos industrializados, que não só fazem mal para o organismo como também para o planeta, pois aumentam o consumo de carbono desde sua produção até o descarte! É claro que poderão comer pizza, churrasco e até cerveja; nada é proibido, mas TUDO com moderação! Esta é a palavra-chave!!! Com tudo isso, ganharam mais disposição e qualidade de vida! E não foi só: conseguiram economizar na água e na energia e diminuir o desperdício. Esperamos que muitas famílias se inspirem na "Mudança Geral" dos Meneghini e se tornem conscientes da importância de seu papel na preservação do planeta! Sentiremos saudades...
Eles já combateram o desperdício, aprenderam a economizar água, energia, a separar os materiais de reciclagem. Uma mudança quase geral. Agora, para a família Meneghini entrar de vez nos eixos só falta colocar ordem na cozinha. Mas com um detalhe: Malu e Matheus, que tanto reclamavam da comida, tiveram que assumir as panelas. As crianças ficaram um pouco perdidos na cozinha, nunca tinham se interessado pelo assunto, a higiene então, passou longe! Foi aí que entrou a nossa orientação em cena. Para começar procurou-se traçar um plano alimentar para a semana. Estipular os dias de compras de ítens não-perecíveis e os perecíveis: segunda-feira, dia de ir ao supermercado; na quarta, dia de ir à feira. A partir disso estabeleceu-se um cronograma de utilização dos alimentos, levando em conta o aproveitamento global dos alimentos e os dias de compras. Exemplo: as verduras compradas na quarta deverão ser utilizadas na quinta, sexta e domingo. Para elaborar o cardápio de segunda a domingo, escolhemos, primeiramente, os dias que iriam ter arroz e feijão. Depois determinou-se o dia para massas e sopas. Para complementar o cardápio, distribuímos primeiro as carnes (bovina, frango e peixe), os legumes, as verduras e as saladas. No cardápio que as crianças montaram, planejaram frango quatro vezes na semana, em dias alternados. Aqui houve a preocupação das crianças na redução da carne bovina no cardápios. Mas Reginaldo reclamou. No programa abordadamos a questão da procedência da carne bovina. O açougue visitado parecia não estar muito preocupado com a origem das carnes. Já na feira, procuramos produtos orgânicos que não foram facilmente encontrados. Infelizmente o acesso dos Meneghini aos alimentos orgânicos não é dos melhores. Não dá pra ir a pé ao supermercado mais próximo que vende orgânicos. Infelizmente esta opção não faz parte da realidade dos Meneghini e da maioria das famílias Brasil afora. Por essa razão, orientou-se que na falta do alimento orgânico alguns cuidaos devem, ser tomados: “É importante lavar bem o alimento. Mesmo se for um alimento com casca, mamão, laranja". Orientou-se também questões básicas de higiene, como por exemplo: lavar as mãos sempre que for manipular os alimentos, não levar colher à boca, lavar a louça ao término de cada preparação, não guardar alimentos prontos em panelas na geladeira e utilizar recipientes plásticos ou de vidro com tampa ou filme plástico. O que as crianças acharam da experiência? Assitam ao vídeo:
Não é fácil mudar de hábitos de uma hora para outra. É preciso ter informação e apoio. Ainda estão usando adoçantes e produtos diet e light, mas em compensação, estão consumindo mais legumes, verduras e frutas. Mas ainda falta melhorar o planejamento das alimentação, pois as crianças ainda estão deixando comida no prato. Para conseguir reduzir o peso e melhorar o metabolismo não é necessário consumir adoçantes nem produtos diet. No caso da Família Meneghini, o consumo de alimentos ricos em energia, gorduras e proteínas era muito grande. Apenas diminuindo esse consumo e trocando por alimentos mais saudáveis já seria possível verificar pequenas mudanças no peso, na glicemia e em outros parâmetros bioquímicos. Mas os exames serão feitos somente na última semana de acompanhamento. Será que os Meneghini vão atingir os objetivos?
Duas semanas já se passaram. A Família Meneghini está se esforçando para dar conta da mudança de hábito alimentar. Primeiro radicalizou, comprou alimentos diet e light, entrou com adoçante artificial e diminuiu radicalmente as pizzas, hamburgueres e refrigerantes. Até as crianças sentiram a mudança, pois não teve mais salgadinhos e chocolates. Mas será que precisava ser assim tão radical? Um ponto muito positivo é que o consumo de carne diminuiu bastante e o desperdício de alimentos também. Eles também estavam procurando mais por frutas, legumes e verduras. Como eles não tinham o hábito de consumir esses alimentos, tiveram algumas dificuldades, comprando frutas fora da época, que além de caras não possuem o mesmo sabor. Contudo a cervejinha ainda está difícil de diminuir e as crianças não estão gostando muito do aproveitamento das sobras dos alimentos. Vamos ver se após a nossa conversa, eles conseguiram mudar mais alguma coisa.