sábado, 3 de outubro de 2009

Óleos, usar ou não usar?


Quem nunca teve dúvidas a respeito da utilização de óleos e azeites na alimentação?
As dúvidas mais frequentes são:
devo utilizar óleo para cozinhar, já que é um alimento riquíssimo em calorias?
Como saber se um óleo é transgênico?
Qual é o melhor óleo para cozinhar?
Quanto à primeira questão a resposta muitos já devem saber: não se deve evitar a utilização de óleos e azeites na alimentação, pois além de proporcionarem energia e sabor aos alimentos, os óleos possuem gorduras essenciais ao nosso organismo: os ácidos graxos.
Além disso são veículos das vitaminas lipossólúveis: principalmente a Vitamina A e a Vitamina E, importantes para o metabolismo de hormônios (principalmente os sexuais), para a pele, mucosa, cabelos, unhas, visão e sistema nervoso.

Atualmente, os óleos que mais utilizam organismos geneticamente modificados (OGM) são o de milho e o de soja. Esses devem ser evitados afetam diretamente o meio ambiente e podem trazer riscos para os seres humanos.
Para saber quais óleos são transgênicos acesse o site do Greenpeace (http://www.greenpeace.org/brasil/transgenicos/) que possui uma lista completa de indústrias alimentícias que se utilizam de produtos transgênicos.
É recomendável atentar para o fato de que o óleo de CANOLA é transgênico, pois é uma planta produzida em laboratório. Não existia na natureza.
As opções livres de transgênicos, por enquanto, são o óleo de GIRASSOL e o de ARROZ.
Mas LEMBRE-SE: todo óleo processado a altas temperaturas e industrializados como esses, são de baixa qualidade nutricional!

Os óleos vegetais encontrados no mercado (soja, canola, milho, entre outros) foram desenvolvidos pelas indústrias alimentares a partir do aumento gradativo da produção agrícola de grãos, na década de 50.
Atualmente, esses óleos ocupam um papel privilegiado na dieta e são incentivados como promotores da saúde vascular. Porém, é preciso conhecer a origem e o processamento desses óleos para compreender o questionamento que se faz sobre o seu consumo irrestrito.
Os óleos polinsaturados são normalmente extraídos de grãos produzidos convencionalmente com grande utilização de agrotóxicos. Durante o processo de extração, os grãos são submetidos a alta pressão, temperatura elevada e são utilizados solventes à base de petróleo para maximizar a retirada da parte gordurosa. Como conseqüência desse processo altamente agressivo, as cadeias de ácidos graxos insaturados são desestabilizadas, a vitamina E é totalmente desnaturada e esses óleos se oxidam ou se rancificam. Aditivos químicos são colocados para repor a Vitamina E, evitar a oxidação e para obter um óleo de maior durabilidade. Esses óleos, ao serem submetidos ao calor, ao oxigênio e à umidade durante o processamento, produzem radicais livres - moléculas quimicamente instáveis e reativos. Ao final, o produto passa por um processo de refinamento para maximizar a retirada dos resíduos de metais pesados provenientes dos solventes utilizados durante a extração. Além disso, os óleos extraídos comercialmente estão na forma de ácido linoleico ômega-6, duplamente insaturado e contém pouco ácido linolênico ômega-3, triplamente insaturado.
O grande incentivo da área da saúde para consumo de óleos vegetais veio a partir do crescimento da indústria de óleos, impulsionada por excedentes de produção agrícola convencional e pelas indústrias de alimentos que estimulam pesquisas na área da saúde, sob um enfoque causal reducionista de que gordura animal faz mal (ver atigos sobre gordura no PORTAL ORGÂNICO - SITE GASTRONOMIA - TÓPICO: ARTIGOS).
A forma ideal de obtenção de óleos é a de pressurização a frio, sem adição de aditivos. Os azeites e óleos obtidos dessa forma mantêm seu valor térmico e também as substâncias antioxidantes e aromáticas, as vitaminas lipossolúveis, os corantes e os oligoelementos presentes no grão de origem.
No Brasil, infelizmente, essa forma de obtenção ainda é incipiente. Agricultores familiares já se organizam e colocam no mercado interno óleos orgânicos, pressurizados a frio, de girassol, de palma e de outras sementes de fácil obtenção.A gordura de coco também úma ótima opção. Esses óleos podem ser encontrados em lojas de produtos naturais e orgânicos.

Algumas recomendações para a utilização de óleos:
1. usar pouca quantidade de óleos processados termicamente, especialmente para refogar ou para eventuais frituras;
2. usar óleos processados a frio (girassol, oliva, alho, linhaça) NO FINAL DAS PREPARAÇÕES, para que suas propriedades nutricionais possam se mantidas.
3. variar também com a gordura de coco, rico em triglicérides de cadeia média (TCM).

Esta resposta foi extraída do livro Alimentos Orgânicos da Dra. Elaine de Azevedo, nutricionistada UFSC que trabalha com orgânicos e presta assessoria a um portal sobre o assunto: http://www.portalorganico.com.br/ . Tomei conhecimento do texto através da nutricionista Graziela Caproni, pelo grupo de discussão Nutrição Complementar em 03/10/2009.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dicas para reforçar o sistema imunológico


Como as autoridades sanitárias orientam, não há motivo para pânico. A gripe suína é uma gripe como outra qualquer, mas possui um mecanismo de ação que não reage aos medicamentos convencionais.
Talvez ela esteja servindo para refletirmos sobre o tratamento que temos dado às viroses. Antiinflamatórios são medicamentos que deprimem o sistema imunológico. A tal gripe parece que se aproveita dessa "deixa" para atacar o organismo.
Antibióticos somente devem ser utilizados em casos de infecção por bactérias, nunca para viroses.
Portanto, para não sucumbir à tal gripe, basta alimentar-se bem, repousar e tomar bastante líquidos e deixar que o sistema imunológico cuide do resto.

Como? Lendo as dicas que recebi recentemente de Malu Ferreira, do Dr. Márcio Bontempo.
São dicas sobre estilo de vida, sobre alimentos que debilitam e que estimulam o sistema imunológico e também sobre a importância do relaxamento. Lembrando que uma alimentação saudável deve sempre estar inserida em um contexto de estilo de vida saudável.

Não deixem de ler até o fim, pois faço um comentário sobre massagem terapêutica e dou uma dica de contato para quem quiser experimentá-la.

"Além das recomendações das autoridades sanitárias, como lavar as mãos com frequência., existem providências que devem ser lembradas ou conhecidas que, infelizmente, não fazem parte dos cuidados necessários, sendo que muitos deles são mais importantes do que as orientações oficiais.
Primeiramente, tanto profissionais de saúde quanto pessoas comuns, devem saber que é necessário atuar no sentido de se possuir um sistema imunológico bem forte. Percebo que absolutamente nada está se fazendo nessa direção, de uma forma que se espalha o terror de uma nova doença, mas não se tomam as providências necessárias para reforçar o mecanismo de defesa do organismo da população, permitindo assim que todos estejam expostos à virose em questão.
Por que as pessoas adquirem mesmo a gripe comum e o que fazer para fortalecer as defesas?
Para começar, é necessário saber O QUE ENFRAQUECE o nosso sistema imunológico, e isso não é divulgado (ou sabido?) pelas autoridades sanitárias.
Sabe-se, cientificamente, que todos os vírus se beneficiam e se desenvolvem mais facilmente em ambientes orgânicos mais ácidos e, obviamente, quando o sistema imunológico está enfraquecido. E o que faz com que nosso ambiente sanguíneo fique mais ácido e o que diminui a força das nossas defesas?
São os alimentos industrializados que tendem a criar e a manter um ambiente sanguíneo mais ácido.
Os principais são:
Açúcar branco - produz ácido carbônico em quantidade proporcional à quantidade ingerida, seja ele puro ou presente em doces, refrigerantes, bolos, tortas, guloseimas, etc. O uso regular de grandes quantidades de açúcar branco produz perda de cálcio e magnésio (e muitos microminerais), o que afeta sobremaneira, de modo crônico e constante, o nosso sistema imunológico. Deve ser substituído pelo açúcar mascavo orgânico, mel etc.

Carnes vermelhas e embutidos
– Produzem diversos ácidos e reações ácidas, como ácido oxálico, ácido úrico, além de toxinas redutoras da imunidade como cadaverina, putrescina, indol, escatol, fenol etc. Como fonte de proteínas, dê preferência a peixes e proteínas vegetais, frutas oleaginosas, leguminosas, subprodutos da soja etc.
Leite e derivados - Principalmente o leite de vaca, rico em caseína (indigesto), produz incremento do ácido lático e gera mucosidades em excesso, enfraquecimento das defesas orgânicas, expondo os seus consumidores, não só à gripe, mas a muitos outros problemas. Substituir por leite de soja pronto ou caseiro (evitar o leite de soja instantâneo, em pó). Como fonte de cálcio, preferir as verduras e os feijões.
Farinhas brancas – O pão branco e as farinhas de trigo brancas, não integrais, são fermentativas e produzem mucosidades, além de serem pobres em proteínas, vitaminas e minerais essenciais. Seu uso constante enfraquece o organismo.
Frituras, comidas em saquinhos (chips), guloseimas, fast food – Hoje consumidos em grande quantidade por crianças e adolescentes, responsáveis por grandes desequilíbrios orgânicos e muitas doenças, como diabetes, obesidade, pressão alta etc. O seu consumo regular, associado ao açúcar branco, determina um constante estado de acidificação do sangue e depósito de compostos prejudiciais.
Álcool - Em pequenas quantidades (vinho etc.) pode até ajudar, mas em excesso produz reações ácidas.
Recomenda-se, portanto, evitar estes alimentos substituindo-os, sendo que esta abstenção já significa um grande passo para a prevenção de qualquer gripe e de muitas doenças.
Alimentos recomendados para aumentar as defesas orgânicas
Há alimentos particularmente úteis para reforçar a nossa imunidade, tais como o arroz integral, os subprodutos da soja (tofu, leite de soja líquido, missô), a aveia (rica em beta-glucana, um grande estimulador do mecanismo de defesa), o inhame, as verduras em geral, frutas frescas, a semente de linhaça, o gengibre, o alho, a cebola e outros.
Outros fatores que reduzem a imunidade
Estresse - um dos piores inimigos, pois reduz a ação das células de defesa, principalmente os linfócitos que combatem os vírus, elevando os níveis de adrenalina e cortisol, um imunodepressor. O estresse é provocado pela vida agitada, os problemas diários, as preocupações excessivas, o excesso de trabalho ou estudos etc.
Vida sedentária – Com ela os radicais ácidos se acumulam nos músculos e nos demais tecidos, reduzindo o pH do corpo e favorecendo as doenças virais e bacterianas.
Ar condicionado - Deve ser evitado a todo custo, pois desidrata o ar, ressecando as mucosas e produzindo desequilíbrio térmico no organismo. Faz muito mal.
Hábitos perniciosos - Tabagismo, alcoolismo, drogas, excesso de remédios farmacológicos etc., são, decididamente, fatores que reduzem a capacidade de defesa do organismo.
Certamente muitas mudanças propostas são sacrificantes, mas tudo é uma questão de ajuste e adaptação, sendo que os resultados são altamente benéficos, não só em relação à gripe suína, mas à saúde em geral.

Dicas da medicina natural, ortomolecular e homeopatia para a prevenção (e tratamento) da gripe suína.
Além das medidas anteriores, cientificamente sugere-se o seguinte:
Alho
O alho é rico em alicina, uma substância ativa que possui ação antiviral reconhecida, além de mais de uma dezena de outros componentes imunoestimulantes. Basta ingerir diariamente 3 a 5 dentes de alho cru picado, com os alimentos ou engolidos com água ou suco. Há o inconveniente do hálito, mas é passageiro, e mais vale a boa saúde do que o comentário alheio. Existem também suplementos à base de alho que não exalam odor, mas são caros. O óleo de alho em cápsula ou o alho em comprimidos não produzem o mesmo efeito do alho cru. O alho também é útil para evitar ou tratar uma grande quantidade de doenças. O problema do alho para crianças é a dificuldade para ingerir, mas com habilidade tudo é possível.
Própolis
A própolis é reconhecida cientificamente como um antibiótico natural incluindo uma forte ação antiviral, tanto em situações de infecção quanto como para prevenção. Foram reconhecidos mais de 100 princípios medicinais ativos da própolis. Deve-se usar o extrato alcoólico de própolis a 30%, na quantidade de 30 gotas, 3 a 4 vezes ao dia, em meio copo de água. Para crianças pequenas, metade da dose (lactentes e bebês, seguir orientação do pediatra). Pode-se colocar um pouco de mel para adoçar e reduzir o sabor e efeito da própolis na boca.
Chá de gengibre - (excelente)
O gengibre é um alimento funcional reconhecido hoje cientificamente por seus poderosos princípios ativos. Foram isolados cerca de 25 substâncias, entre elas as famosas gengiberáceas, de grande ação estimulante do sistema de defesa do organismo e ação antiviral. Basta beber chá de gengibre fresco, forte, uma xícara 3 vezes ao dia, morno ou quente e sem adoçar.

Equilíbrio nervoso neurovegetativo
(esta é para destacar a importância do relaxamento promovido pela massagem terapêutica!)
O organismo e as células de defesa são regidos pela ação do sistema nervoso autônomo, representado pelos sistemas simpático e parassimpático; o primeiro é responsável pela produção granulócitos (de pouca ação viral e mais bactericida) e o segundo de linfócitos (de ação antiviral direta). Devido à agitação da vida moderna e ao estresse, as pessoas apresentam um excesso de atividade do sistema simpático (que produz adrenalina, cortisol, etc., todos imunodepressores), com maior quantidade de granulócitos do que linfócitos, o que abre o caminho para viroses. É devido a isso que muitas pessoas adquirem uma gripe depois de um impacto emocional, notícia ruim, desavenças, tristezas etc. É necessário proceder à redução da atividade simpática (redução do estresse etc.) e promover maior estímulo parassimpático. Isso se consegue com mais repouso, menos agitação e preocupações, atividade física moderada, respiração profunda, alimentação natural integral, massagens terapêuticas, saunas, banhos quentes (tipo ofurô, banheiras etc.). Importante é evitar a friagem e manter o corpo aquecido, principalmente as extremidades.

Atividade física, sol e ar livre.
Sempre importante em qualquer aspecto para uma saúde melhor.
Suplementos
A medicina ortomolecular e a fototerapia preconizam o uso de dois suplementos:
Vitamina C - Recomenda-se o uso de 500 mg de vitamina C (ácido l-ascórbico) orgânica de uma a duas vezes ao dia, para reforçar as defesas. Crianças pequenas, metade da dose ou sob orientação pediátrica.
Cogumelo do Sol - Eleva a imunidade por ser rico em substâncias imunomoduladoras, como a beta-glucana. Adultos devem tomar 2 cápsulas de 500 mg 2 a 3 vezes ao dia, tanto como preventivo quanto para tratamento. Crianças pequenas, tomar metade da dose. No caso de dificuldade de encontrar o cogumelo do sol, procurar comer cogumelos, tipo champignon, shitake, shimeji, funghi etc.
Frutas em geral - As frutas, principalmente as cítricas, ajudam a alcalinizar o sangue e são ricas em minerais e vitaminas, favorecendo a saúde e protegendo o organismo. Pessoas que consomem poucas frutas estão muito mais sujeitas, não só às viroses, quanto a qualquer outra enfermidade.
Estas orientações servem tanto para a prevenção quanto para serem utilizadas em casos de pessoas que contraíram qualquer tipo de gripe. Além do mais, estes procedimentos nos deixam seguros e tranquilos em relação ao grande terror de se contrair, tanto a Influenza A quanto quaisquer outras doenças virais."

Além dessas dicas recomendo consumir inhame, que possui propriedades energéticas e nutricionais que estimulam o sistema imunológico. Pode ser preparado em sopas, purês, cozidos, e até mesmo em sucos. Para saber mais sobre o inhame e para conhecer as recietas acessem o site: http://correcotia.com/inhame/ de Sônia Hirsch.
Como havia prometido, segue uma ótima dica para quem quer e precisa relaxar ou fazer terapia: Malu Ferreira é terapêuta transpessoal, formada pelo renomado terapeuta hungaro Pethö Sandor do Instituto Sedes Sapientiae (PUC-SP).
Entre as técnicas que utiliza: massagem integrativa, thai yoga, drenagem linfática e também atende à gestantes com massagens especiais.
Quem quiser fazer uma sessão para conhecer, é só ligar:
Malu Ferreira: (11) 3567-6941 e (11) 8329-0096
O consultório dela é em Pinheiros.

sábado, 18 de julho de 2009

Feira Orgânica em São Paulo


Após o sucesso da Feira Orgânica de Curitiba, vem aí a 5ª Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia em São Paulo.


Participem e dêem a sua opinião sobre os produtos orgânicos quanto a qualidade, quantidade, distribuição e políticas públicas de incentivo à produção de orgânicos.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Amaranto - Daninha ou Sagrada?


Depois da "descoberta" da quinoa, cereal andino, e de sua imensa exposição na mídia devido às suas indiscutíveis propriedades nutricionais, agora é a vez do amaranto, conhecido como "feijão dos Andes".

Recentemente saiu uma reportagem no Globo Repórter sobre este pseudo-cereal, destacando o alto valor biológico de suas proteínas, a grande quantidade de cálcio, ferro, zinco, fibras e sua capacidade de reduzir o colesterol.

Contudo, há um outro fato sobre o amaranto, não divulgado pela mídia, que está sacudindo a agroindústria:

Pelo visto, a natureza não é tão passiva quanto previam os pesquisadores da Monsanto. Em 2004, plantadores de soja dos Estados Unidos notaram que alguns brotos de amaranto, tidos como erva daninha, resistiam ao Roundup, potente agrotóxico que utilizavam em suas lavouras. Por isso, esses agricultores tiveram que abandonar cultivos de 5 mil hectares de soja transgênica; outros 50 mil estão gravemente ameaçados.

Desde então, a situação só tem se alastrado. Segundo cientistas, ocorreu uma transferência de genes entre a soja modificada geneticamente e o amaranto.

Essa constatação contradiz a afirmação de que é impossível um cruzamento de uma planta modificada geneticamente com uma não modificada.
Uma hipótese para o ocorrido é a de que o agrotóxico tenha exercido uma enorme pressão sobre o amaranto, que, por sua vez, aumentou ainda mais sua velocidade de adaptação.

Ao que parece, surgiu um "amaranto-r" portador de um gene resistente ao herbicida.

A única solução para os plantadores de soja seria arrancar à mão o amaranto, como se fazia antigamente. Isso já não é possível dadas as dimensões das áreas de cultivo. Além disso, por terem raízes profundas, essas ervas são extremamente difíceis de arrancar, razão pela qual simplesmente se abandonaram 5 mil hectares de soja.

A boa notícia é a de que já existe uma tendência entre os agricultores de renunciar aos OGM (organismos geneticamente modificados) e voltar para a agricultura tradicional. Um produtor e vendedor americano de sementes de soja afirma que as sementes OGM estão desaparecendo de seu catálogo e que a demanda por sementes tradicionais tem aumentado.

E então? O amaranto é uma planta diabólica ou... sagrada?

O amaranto pode ser "diabólico" para a agroindústria, mas é sagrado para os incas. Pertence à classe dos alimentos mais antigos do mundo. Cada planta produz a média de 12 mil sementes por ano. E como pesquisas já demostraram, tem um valor nutricional inestimável.

O amaranto suporta o rigor da maioria dos climas, tanto nas regiões secas, como nas de monção e as terras altas tropicais, além de não ter problemas com pragas. Dispensa agrotóxicos.

É uma planta a ser seriamente considerada pelos que discutem a forma de se eliminar a fome.

(texto-base encaminhado por Soraya Vidya Terra Coury ao grupo de estudos "Nutrição Complementar": Amaranto "dá o troco" na Monsanto- Atualizado em 29 de junho de 2009 às 15:01 Publicado em 26 de junho de 2009 Efeito bumerangue na Monsanto -por Sylvie Simons*, no site do MST Para ir ao site do MST, clique aqui.http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/amaranto-da-o-troco-na-monsanto/)

Mais uma vez o espírito de Gaya se faz presente, mostrando que a natureza é viva e se transforma a cada instante, apesar de nossa insistência em querer dominá-la.

domingo, 14 de junho de 2009

Alimentos instantâneos, uma boa opção?


Quem pensa que os alimentos instantâneos podem ser uma opção saudável para os que têm pouco tempo para a refeição não está fazendo uma boa escolha.

Vejam o que diz este artigo encaminhado pela nutricionista Yara, do GEACAN:
"Uma pesquisa da Associação de Defesa do Consumidor Pro Teste analisou seis tipos de arroz e um de macarrão de pacote e constatou altos índices de realçador de sabor (glutamato monossódico), poucos nutrientes e falta de higiene. Além disso, em quase todas as amostras foram encontrados ácaros e partes de insetos.

A associação analisou o Arroz à Grega das marcas Blue Ville e Tio João, o Arroz de Carreteiro da Maggi e Tio João, a Pasta aos Quatro Queijos da Maggi, além da Receitas do Chef, Ervas Finas, Uncle Ben's e Arroz Ervas Finas Tio João.
Cada 225g da Pasta aos Quatro Queijos, da Maggi, apresentou 17 fragmentos de insetos. Nos produtos do Tio João foram encontrados ácaros. Já o Arroz Carreteiro Maggi, apresentou 40g de aditivo GLUTAMATO MONOSSÓDICO por quilo de alimento, ou seja quatro vezes mais o limite europeu, que é de 10g por quilo. Na Pasta aos Quatro Queijos havia 20g de glutamato. A Pro Teste verificou ainda que os alimentos semiprontos não suprem as necessidades de nutrientes de que o corpo precisa em uma refeição.
Segundo a pesquisa, todas as marcas avaliadas apresentaram glutamato monossódico, substância que, se consumida em excesso, pode causar alergias, náusea e dor de cabeça."

A matéria completa está no site
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3758338-EI8147,00.html

O que é glutamato monossódico?
O glutamato foi isolado em 1908 a partir de algas marinhas. Naquela época, percebeu-se que o glutamato fornece aos alimentos um sabor único, diferente dos já conhecidos: doce, salgado, azedo e amargo. Este "5º sabor" foi denominado “umami”.
O glutamato monossódico é um aminoácido não essencial para o nosso organismo, isto é, na falta de glutamato na dieta, podemos produzir o nosso próprio glutamato.

Ele participa de diferentes funções neuroendócrinas, entre elas a regulação da fome e a saciedade.
Podemos consumir o glutamato, de forma natural, através de diversas fontes alimentares. Em pequenas quantidades ele é inócuo. Mas, se consumido em excesso, pode levar até à perda de neurônios.

Além disso, já foi descrita na literatura científica a "síndrome do restaurante chinês", caracterizada por vermelhidão facial, alergias, taquicardia, dor de cabeça e náuseas. Essa síndrome está associada ao elevado consumo de glutamato monossódico.
Reconhecidamente um neurotransmissor, recentes pesquisas tem indicado que o glutamato desperta a voracidade. Um estudo científico em ratos, desenvolvido por Jesus Fernandez-Tresguerres, indica que o glutamato monossódico aumenta a voracidade em 40%.
Pesquisas recentes vem apontando uma relação entre a ingestão de glutamato e o aparecimento de doenças degenerativas cerebrais, tais como Alzheimer e Mal de Parkinson. Também tem sido sugerido que o seu consumo pode ser responsável pela hiperatividade em crianças e por reações alérgicas, asma, câncer e enxaqueca em adultos. Mesmo assim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda o considera um aditivo alimentar inócuo, como o açúcar e o sal. (OPS!)

Aí já temos uma pista para reflexão: até o açúcar e o sal em excesso são prejudiciais. O glutamato em excesso também não o será?
Já não estaria na hora das autoridades sanitárias passarem a controlar as quantidades de glutamato adicionadas aos alimentos?

E nós?... Que tal verificarmos em nossas dispensas quantos produtos contêm glutamato monossódico? É só ler o rótulo.
Será que estamos fazendo as escolhas mais acertadas para a nossa saúde?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Consciência Nutricional no "Mudança Geral" cap 6

A saga da Família Meneghini chegou ao fim com saldo positivo!
Perderam peso, melhoraram o metabolismo e até a pele das crianças melhorou!
Isto tudo apenas com mudança de hábitos alimentares, sem dieta!
Abriram espaço para frutas, legumes e verduras, que antes não existiam!
Diminuiram o consumo de alimentos industrializados, que não só fazem mal para o organismo como também para o planeta, pois aumentam o consumo de carbono desde sua produção até o descarte!
É claro que poderão comer pizza, churrasco e até cerveja; nada é proibido, mas TUDO com moderação! Esta é a palavra-chave!!!
Com tudo isso, ganharam mais disposição e qualidade de vida!
E não foi só: conseguiram economizar na água e na energia e diminuir o desperdício.
Esperamos que muitas famílias se inspirem na "Mudança Geral" dos Meneghini e se tornem conscientes da importância de seu papel na preservação do planeta!
Sentiremos saudades...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Consciência Nutricional no Mudança Geral cap 5

Eles já combateram o desperdício, aprenderam a economizar água, energia, a separar os materiais de reciclagem. Uma mudança quase geral.
Agora, para a família Meneghini entrar de vez nos eixos só falta colocar ordem na cozinha.
Mas com um detalhe: Malu e Matheus, que tanto reclamavam da comida, tiveram que assumir as panelas.
As crianças ficaram um pouco perdidos na cozinha, nunca tinham se interessado pelo assunto, a higiene então, passou longe!
Foi aí que entrou a nossa orientação em cena.
Para começar procurou-se traçar um plano alimentar para a semana.
Estipular os dias de compras de ítens não-perecíveis e os perecíveis: segunda-feira, dia de ir ao supermercado; na quarta, dia de ir à feira.
A partir disso estabeleceu-se um cronograma de utilização dos alimentos, levando em conta o aproveitamento global dos alimentos e os dias de compras.
Exemplo: as verduras compradas na quarta deverão ser utilizadas na quinta, sexta e domingo.
Para elaborar o cardápio de segunda a domingo, escolhemos, primeiramente, os dias que iriam ter arroz e feijão. Depois determinou-se o dia para massas e sopas. Para complementar o cardápio, distribuímos primeiro as carnes (bovina, frango e peixe), os legumes, as verduras e as saladas.
No cardápio que as crianças montaram, planejaram frango quatro vezes na semana, em dias alternados.
Aqui houve a preocupação das crianças na redução da carne bovina no cardápios. Mas Reginaldo reclamou.
No programa abordadamos a questão da procedência da carne bovina. O açougue visitado parecia não estar muito preocupado com a origem das carnes.
Já na feira, procuramos produtos orgânicos que não foram facilmente encontrados.
Infelizmente o acesso dos Meneghini aos alimentos orgânicos não é dos melhores. Não dá pra ir a pé ao supermercado mais próximo que vende orgânicos. Infelizmente esta opção não faz parte da realidade dos Meneghini e da maioria das famílias Brasil afora. Por essa razão, orientou-se que na falta do alimento orgânico alguns cuidaos devem, ser tomados: “É importante lavar bem o alimento. Mesmo se for um alimento com casca, mamão, laranja".
Orientou-se também questões básicas de higiene, como por exemplo: lavar as mãos sempre que for manipular os alimentos, não levar colher à boca, lavar a louça ao término de cada preparação, não guardar alimentos prontos em panelas na geladeira e utilizar recipientes plásticos ou de vidro com tampa ou filme plástico.
O que as crianças acharam da experiência? Assitam ao vídeo: