terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Estamos nos acostumando com os transgênicos?

Foto fonte: http://www.brasiliamaranhao.files.wordpress.com/

Recebi uma mensagem da nutricionista Soraya Vidya Terra Coury que me deixou muito preocupada.

Ela comenta uma notícia sobre o faturamento da Syngenta, uma das maiores indústrias de defensivos agrícolas. Nessa notícia a tônica é como o faturamento Syngenta aumentou e como ainda pode melhorar, prometendo acabar com o ponto fraco da assim dita 'humanidade": a fome no mundo!

Já ouvimos essa história e sabemos que o melhoramento de sementes beneficia somente a quem pode pagar e ainda destrói qualquer possibilidade de agricultura familiar.

Segundo Soraya: "as transnacionais apostam e comemoram seus faturamentos pois alegam que "as pessoas estão se acostumando aos transgênicos" Na verdade a grande maioria excluída nem sequer sabe diferenciar o joio do trigo, e assim a "minoria da minoria" decide a comida da humanidade toda".
Não podemos deixar morrer esse debate vejam por que:

Jornal Valor Econômico, 12 de fevereiro de 2010
Estratégia: Syngenta eleva aposta em sementes

Alexandre Inacio, de São Paulo

O uso da tecnologia para a produção de sementes mais produtivas será cada vez mais importante para atender o aumento da demanda por alimentos de uma população que cresce cada vez mais". A afirmação pode parecer óbvia e batida para a maioria das pessoas ligadas ao agronegócio, mas está interferindo diretamente nos negócios de uma das maiores empresas de defensivos do mundo e que, aos poucos, muda seu foco de atuação. Em 2009, a Syngenta reportou um faturamento anual de US$ 11 bilhões, dos quais 77% foram provenientes da venda de defensivos químicos e apenas 23% da comercialização de sementes. Cinco anos atrás, a participação das sementes nas vendas da empresa era de apenas 17%. "Nos próximos 15 anos haverá um equilíbrio maior entre os dois negócios da empresa e acredito que nesse período as sementes terão uma participação próxima a 40%", afirma Davor Pisk, chefe da operação mundial de sementes da Syngenta, que faturou no ano passado US$ 2,5 bilhões. E a perspectiva de uma mudança radical no perfil das vendas não é por acaso. Apesar de reconhecer que ainda exista um potencial de crescimento e de desenvolvimento de novos produtos para proteção de cultivos, o próprio executivo lembra que esse é um mercado já consolidado. No caso do segmento de sementes, as novas ferramentas para o desenvolvimento de variedades diferenciadas e que gerem maior valor no futuro é muito maior. A onda na qual a Syngenta embarca já foi surfada por algumas de suas concorrentes. Também dedicada exclusivamente ao agronegócio, a americana Monsanto tem hoje 56% de seu faturamento ligado à venda de sementes, ficando os defensivos com os 44% restantes. Além do potencial para o desenvolvimento de novos produtos, outro fato que vai colocar as sementes em uma posição de destaque dentro da Syngenta é o fato de os consumidores estarem se acostumando mais com a ideia dos transgênicos. "Esse é um segmento que existe uma grande regulamentação, mas já temos arroz geneticamente modificado na China e vegetais avançando na Índia. O mundo está se acostumando com a tecnologia das sementes geneticamente modificadas", afirma Pisk. No que se refere à regulamentação mundial para os transgênicos, Pisk considera o Brasil um exemplo e equipara o país aos Estados Unidos no que se refere ao grau de transparência para liberações. "Hoje, o tempo para aprovação está mais realista", afirma. Segundo ele, a União Europeia tem um sistema de aprovação que leva em conta alguns aspectos políticos. Quando o assunto é Brasil, Pisk lembra o potencial produtivo do país e a importância que passou a ter nos últimos anos na produção mundial de alimentos. "O sucesso da agricultura brasileira está diretamente relacionado com seus produtores. São pessoas receptivas a novas tecnologias e capazes de se adaptar rapidamente a elas", afirma o executivo. A empresa teve aprovado em 2008 pela Comissão Técnica Nacional de Biotecnologia (CTNBio) seu milho resistente a insetos e outro resistente ao glifosato, que passaram a ser comercializados no ano passado. Também em 2009, obteve a liberação comercial de uma semente de milho que reúne as duas tecnologias - resistência a insetos e tolerância a herbicidas - além de uma variedade resistente à lagarta, uma das principais pragas da lavoura de milho. Com as liberações já obtidas e o foco dedicado ao desenvolvimento de variedades que permitam ganhos de produtividade aos agricultores, a Syngenta tem uma meta ousada para o mercado de sementes nacional. "Já estamos bem posicionados, mas temos a ambição de sermos líderes no Brasil", diz Pisk.

É uma pena que o Brasil esteja "tão à frente" nesse assunto e ainda não conseguiu acabar com problemas básicos de saúde pública, como por exemplo a desnutrição!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Onde há fumaça..


Cada vez mais, pesquisas vêm apontando que a alimentação industrializada em excesso traz muito mais prejuízos do que benefícios. Nesta semana, pesaquisadores de Cingapura apresentaram um trabalho relacionando o câncer de pâncreas com o consumo de refrigerantes. Esse é um estudo ainda a merecer aprofundamento, pois existem muitos fatores causadores do câncer que não foram isolados. Mas esse estudo apontou maior incidência do câncer de pâncreas em indivíduos que bebem refrigerantes do que nos que consumem sucos naturais.

O câncer de pâncreas é dos mais mortíferos e há algumas décadas considerava-se que o consumo exagerado de álcool fosse seu principal fator desencadeador. Vamos pensar juntos, já que ambas as hipótese são possíveis.


O pâncreas é o responsável pela secreção de insulina, que regula o metabolismo de glicose. A célula só consegue absorver a glicose, sua principal fonte de energia, através de receptores que só funcionam em presença do hormônio insulina. O excesso de glicose circulante pode prejudicar o funcionamento de várias células, levando à morte. Isso nos faz pensar que quando o nosso organismo é bombardeado com açúcar, o pâncreas tem que trabalhar mais para diminuir o nível de glicose circulante.


Tanto o álcool como o açúcar, quando digeridos, originam glicose. Portanto, ambos elevam muito o nível de glicose no sangue, sobrecarregando o pâncreas, que tem que secretar mais insulina.


Ao longo dos anos, o nosso corpo vai perdendo a capacidade de adaptação. A isso chamamos envelhecimento. Por isso, quando somos jovens não sentimos quase nada ao cometermos "abusos", mas, quando chegamos à meia idade, os problemas começam a aparecer.


Um dos sinais desses abusos é o aparecimento de diabetes tipo 2 após os 50 anos. É o primeiro sinal de esgotamento do pâncreas. A obesidade também pode provocar esse esgotamento, pois os adipócitos, células de gordura presentes em grande quantidade em obesos, são mais resistentes à insulina, levando o pâncreas a secretar ainda mais insulina para se obter o resultado desejado.


Ao longo dos anos, o pâncreas vai enfraquecendo e, se não for controlada a ingestão de carboidratos simples (açúcar e álcool), a evolução poderá ser o câncer.


Vamos pensar como é o atual consumo de refrigerantes no mundo e procurar entender como os suecos chegaram a essa conclusão. E partiremos dos Estados Unidos, o principal difusor do consumo de refirgenates para o mundo. Quem já viajou para lá sabe como são gigantescas as porções individuais de refrigerantes. Lá paga-se pelo continente (copo) e o refil é grátis. Infelizmente, o principal alvo são as crianças. Para elas, o efeito do consumo exagerado de refrigerante é ainda pior, pois o ácido fosfórico, presente nos refrigerantes é capaz de interferir nom metabolismo ósseo, diminuindo a captação de cálcio pelas células ósseas. Já iamginaram o que isso pode acarretar ao longo dos anos? OSTEOPOROSE. Não é a falta de consumo de leite e sim o excesso de consumo de refrigerantes que pode estar contribuindo para o aumento de casos de oesteoporose precoce. Mas isso é assunto para outra postagem.


Além do dano orgânico indiscutível, os refrigerantes causam danos ambientais irreparáveis. Basta pensar no consumo de água para a sua produção e no descarte das garrafas PET. Quem mora em grandes cidades pode ver que, durante as chuvas, o que mais aparece nos rios (além dos sofás e outras bugigangas impensáveis!) são as garrafas de plástico, responsáveis pelo entupimento de bueiros e galerias.


Por isso, pense mais no que você está consumindo. O nosso país é privilegiado, pois temos frutas disponíveis o ano todo. Não justifica o alto consumo de refrigerantes que temos. Além de hidratar, as frutas fornecem vitaminas, fibras e glicose, só que em menor quantidade, se comparadas aos refrigerantes.

Refrigerantes somente em ocasiões especiais, festas e, no máximo, uma vez por semana.
O nosso organismo e o meio ambiente agradecem!

sábado, 3 de outubro de 2009

Óleos, usar ou não usar?


Quem nunca teve dúvidas a respeito da utilização de óleos e azeites na alimentação?
As dúvidas mais frequentes são:
devo utilizar óleo para cozinhar, já que é um alimento riquíssimo em calorias?
Como saber se um óleo é transgênico?
Qual é o melhor óleo para cozinhar?
Quanto à primeira questão a resposta muitos já devem saber: não se deve evitar a utilização de óleos e azeites na alimentação, pois além de proporcionarem energia e sabor aos alimentos, os óleos possuem gorduras essenciais ao nosso organismo: os ácidos graxos.
Além disso são veículos das vitaminas lipossólúveis: principalmente a Vitamina A e a Vitamina E, importantes para o metabolismo de hormônios (principalmente os sexuais), para a pele, mucosa, cabelos, unhas, visão e sistema nervoso.

Atualmente, os óleos que mais utilizam organismos geneticamente modificados (OGM) são o de milho e o de soja. Esses devem ser evitados afetam diretamente o meio ambiente e podem trazer riscos para os seres humanos.
Para saber quais óleos são transgênicos acesse o site do Greenpeace (http://www.greenpeace.org/brasil/transgenicos/) que possui uma lista completa de indústrias alimentícias que se utilizam de produtos transgênicos.
É recomendável atentar para o fato de que o óleo de CANOLA é transgênico, pois é uma planta produzida em laboratório. Não existia na natureza.
As opções livres de transgênicos, por enquanto, são o óleo de GIRASSOL e o de ARROZ.
Mas LEMBRE-SE: todo óleo processado a altas temperaturas e industrializados como esses, são de baixa qualidade nutricional!

Os óleos vegetais encontrados no mercado (soja, canola, milho, entre outros) foram desenvolvidos pelas indústrias alimentares a partir do aumento gradativo da produção agrícola de grãos, na década de 50.
Atualmente, esses óleos ocupam um papel privilegiado na dieta e são incentivados como promotores da saúde vascular. Porém, é preciso conhecer a origem e o processamento desses óleos para compreender o questionamento que se faz sobre o seu consumo irrestrito.
Os óleos polinsaturados são normalmente extraídos de grãos produzidos convencionalmente com grande utilização de agrotóxicos. Durante o processo de extração, os grãos são submetidos a alta pressão, temperatura elevada e são utilizados solventes à base de petróleo para maximizar a retirada da parte gordurosa. Como conseqüência desse processo altamente agressivo, as cadeias de ácidos graxos insaturados são desestabilizadas, a vitamina E é totalmente desnaturada e esses óleos se oxidam ou se rancificam. Aditivos químicos são colocados para repor a Vitamina E, evitar a oxidação e para obter um óleo de maior durabilidade. Esses óleos, ao serem submetidos ao calor, ao oxigênio e à umidade durante o processamento, produzem radicais livres - moléculas quimicamente instáveis e reativos. Ao final, o produto passa por um processo de refinamento para maximizar a retirada dos resíduos de metais pesados provenientes dos solventes utilizados durante a extração. Além disso, os óleos extraídos comercialmente estão na forma de ácido linoleico ômega-6, duplamente insaturado e contém pouco ácido linolênico ômega-3, triplamente insaturado.
O grande incentivo da área da saúde para consumo de óleos vegetais veio a partir do crescimento da indústria de óleos, impulsionada por excedentes de produção agrícola convencional e pelas indústrias de alimentos que estimulam pesquisas na área da saúde, sob um enfoque causal reducionista de que gordura animal faz mal (ver atigos sobre gordura no PORTAL ORGÂNICO - SITE GASTRONOMIA - TÓPICO: ARTIGOS).
A forma ideal de obtenção de óleos é a de pressurização a frio, sem adição de aditivos. Os azeites e óleos obtidos dessa forma mantêm seu valor térmico e também as substâncias antioxidantes e aromáticas, as vitaminas lipossolúveis, os corantes e os oligoelementos presentes no grão de origem.
No Brasil, infelizmente, essa forma de obtenção ainda é incipiente. Agricultores familiares já se organizam e colocam no mercado interno óleos orgânicos, pressurizados a frio, de girassol, de palma e de outras sementes de fácil obtenção.A gordura de coco também úma ótima opção. Esses óleos podem ser encontrados em lojas de produtos naturais e orgânicos.

Algumas recomendações para a utilização de óleos:
1. usar pouca quantidade de óleos processados termicamente, especialmente para refogar ou para eventuais frituras;
2. usar óleos processados a frio (girassol, oliva, alho, linhaça) NO FINAL DAS PREPARAÇÕES, para que suas propriedades nutricionais possam se mantidas.
3. variar também com a gordura de coco, rico em triglicérides de cadeia média (TCM).

Esta resposta foi extraída do livro Alimentos Orgânicos da Dra. Elaine de Azevedo, nutricionistada UFSC que trabalha com orgânicos e presta assessoria a um portal sobre o assunto: http://www.portalorganico.com.br/ . Tomei conhecimento do texto através da nutricionista Graziela Caproni, pelo grupo de discussão Nutrição Complementar em 03/10/2009.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dicas para reforçar o sistema imunológico


Como as autoridades sanitárias orientam, não há motivo para pânico. A gripe suína é uma gripe como outra qualquer, mas possui um mecanismo de ação que não reage aos medicamentos convencionais.
Talvez ela esteja servindo para refletirmos sobre o tratamento que temos dado às viroses. Antiinflamatórios são medicamentos que deprimem o sistema imunológico. A tal gripe parece que se aproveita dessa "deixa" para atacar o organismo.
Antibióticos somente devem ser utilizados em casos de infecção por bactérias, nunca para viroses.
Portanto, para não sucumbir à tal gripe, basta alimentar-se bem, repousar e tomar bastante líquidos e deixar que o sistema imunológico cuide do resto.

Como? Lendo as dicas que recebi recentemente de Malu Ferreira, do Dr. Márcio Bontempo.
São dicas sobre estilo de vida, sobre alimentos que debilitam e que estimulam o sistema imunológico e também sobre a importância do relaxamento. Lembrando que uma alimentação saudável deve sempre estar inserida em um contexto de estilo de vida saudável.

Não deixem de ler até o fim, pois faço um comentário sobre massagem terapêutica e dou uma dica de contato para quem quiser experimentá-la.

"Além das recomendações das autoridades sanitárias, como lavar as mãos com frequência., existem providências que devem ser lembradas ou conhecidas que, infelizmente, não fazem parte dos cuidados necessários, sendo que muitos deles são mais importantes do que as orientações oficiais.
Primeiramente, tanto profissionais de saúde quanto pessoas comuns, devem saber que é necessário atuar no sentido de se possuir um sistema imunológico bem forte. Percebo que absolutamente nada está se fazendo nessa direção, de uma forma que se espalha o terror de uma nova doença, mas não se tomam as providências necessárias para reforçar o mecanismo de defesa do organismo da população, permitindo assim que todos estejam expostos à virose em questão.
Por que as pessoas adquirem mesmo a gripe comum e o que fazer para fortalecer as defesas?
Para começar, é necessário saber O QUE ENFRAQUECE o nosso sistema imunológico, e isso não é divulgado (ou sabido?) pelas autoridades sanitárias.
Sabe-se, cientificamente, que todos os vírus se beneficiam e se desenvolvem mais facilmente em ambientes orgânicos mais ácidos e, obviamente, quando o sistema imunológico está enfraquecido. E o que faz com que nosso ambiente sanguíneo fique mais ácido e o que diminui a força das nossas defesas?
São os alimentos industrializados que tendem a criar e a manter um ambiente sanguíneo mais ácido.
Os principais são:
Açúcar branco - produz ácido carbônico em quantidade proporcional à quantidade ingerida, seja ele puro ou presente em doces, refrigerantes, bolos, tortas, guloseimas, etc. O uso regular de grandes quantidades de açúcar branco produz perda de cálcio e magnésio (e muitos microminerais), o que afeta sobremaneira, de modo crônico e constante, o nosso sistema imunológico. Deve ser substituído pelo açúcar mascavo orgânico, mel etc.

Carnes vermelhas e embutidos
– Produzem diversos ácidos e reações ácidas, como ácido oxálico, ácido úrico, além de toxinas redutoras da imunidade como cadaverina, putrescina, indol, escatol, fenol etc. Como fonte de proteínas, dê preferência a peixes e proteínas vegetais, frutas oleaginosas, leguminosas, subprodutos da soja etc.
Leite e derivados - Principalmente o leite de vaca, rico em caseína (indigesto), produz incremento do ácido lático e gera mucosidades em excesso, enfraquecimento das defesas orgânicas, expondo os seus consumidores, não só à gripe, mas a muitos outros problemas. Substituir por leite de soja pronto ou caseiro (evitar o leite de soja instantâneo, em pó). Como fonte de cálcio, preferir as verduras e os feijões.
Farinhas brancas – O pão branco e as farinhas de trigo brancas, não integrais, são fermentativas e produzem mucosidades, além de serem pobres em proteínas, vitaminas e minerais essenciais. Seu uso constante enfraquece o organismo.
Frituras, comidas em saquinhos (chips), guloseimas, fast food – Hoje consumidos em grande quantidade por crianças e adolescentes, responsáveis por grandes desequilíbrios orgânicos e muitas doenças, como diabetes, obesidade, pressão alta etc. O seu consumo regular, associado ao açúcar branco, determina um constante estado de acidificação do sangue e depósito de compostos prejudiciais.
Álcool - Em pequenas quantidades (vinho etc.) pode até ajudar, mas em excesso produz reações ácidas.
Recomenda-se, portanto, evitar estes alimentos substituindo-os, sendo que esta abstenção já significa um grande passo para a prevenção de qualquer gripe e de muitas doenças.
Alimentos recomendados para aumentar as defesas orgânicas
Há alimentos particularmente úteis para reforçar a nossa imunidade, tais como o arroz integral, os subprodutos da soja (tofu, leite de soja líquido, missô), a aveia (rica em beta-glucana, um grande estimulador do mecanismo de defesa), o inhame, as verduras em geral, frutas frescas, a semente de linhaça, o gengibre, o alho, a cebola e outros.
Outros fatores que reduzem a imunidade
Estresse - um dos piores inimigos, pois reduz a ação das células de defesa, principalmente os linfócitos que combatem os vírus, elevando os níveis de adrenalina e cortisol, um imunodepressor. O estresse é provocado pela vida agitada, os problemas diários, as preocupações excessivas, o excesso de trabalho ou estudos etc.
Vida sedentária – Com ela os radicais ácidos se acumulam nos músculos e nos demais tecidos, reduzindo o pH do corpo e favorecendo as doenças virais e bacterianas.
Ar condicionado - Deve ser evitado a todo custo, pois desidrata o ar, ressecando as mucosas e produzindo desequilíbrio térmico no organismo. Faz muito mal.
Hábitos perniciosos - Tabagismo, alcoolismo, drogas, excesso de remédios farmacológicos etc., são, decididamente, fatores que reduzem a capacidade de defesa do organismo.
Certamente muitas mudanças propostas são sacrificantes, mas tudo é uma questão de ajuste e adaptação, sendo que os resultados são altamente benéficos, não só em relação à gripe suína, mas à saúde em geral.

Dicas da medicina natural, ortomolecular e homeopatia para a prevenção (e tratamento) da gripe suína.
Além das medidas anteriores, cientificamente sugere-se o seguinte:
Alho
O alho é rico em alicina, uma substância ativa que possui ação antiviral reconhecida, além de mais de uma dezena de outros componentes imunoestimulantes. Basta ingerir diariamente 3 a 5 dentes de alho cru picado, com os alimentos ou engolidos com água ou suco. Há o inconveniente do hálito, mas é passageiro, e mais vale a boa saúde do que o comentário alheio. Existem também suplementos à base de alho que não exalam odor, mas são caros. O óleo de alho em cápsula ou o alho em comprimidos não produzem o mesmo efeito do alho cru. O alho também é útil para evitar ou tratar uma grande quantidade de doenças. O problema do alho para crianças é a dificuldade para ingerir, mas com habilidade tudo é possível.
Própolis
A própolis é reconhecida cientificamente como um antibiótico natural incluindo uma forte ação antiviral, tanto em situações de infecção quanto como para prevenção. Foram reconhecidos mais de 100 princípios medicinais ativos da própolis. Deve-se usar o extrato alcoólico de própolis a 30%, na quantidade de 30 gotas, 3 a 4 vezes ao dia, em meio copo de água. Para crianças pequenas, metade da dose (lactentes e bebês, seguir orientação do pediatra). Pode-se colocar um pouco de mel para adoçar e reduzir o sabor e efeito da própolis na boca.
Chá de gengibre - (excelente)
O gengibre é um alimento funcional reconhecido hoje cientificamente por seus poderosos princípios ativos. Foram isolados cerca de 25 substâncias, entre elas as famosas gengiberáceas, de grande ação estimulante do sistema de defesa do organismo e ação antiviral. Basta beber chá de gengibre fresco, forte, uma xícara 3 vezes ao dia, morno ou quente e sem adoçar.

Equilíbrio nervoso neurovegetativo
(esta é para destacar a importância do relaxamento promovido pela massagem terapêutica!)
O organismo e as células de defesa são regidos pela ação do sistema nervoso autônomo, representado pelos sistemas simpático e parassimpático; o primeiro é responsável pela produção granulócitos (de pouca ação viral e mais bactericida) e o segundo de linfócitos (de ação antiviral direta). Devido à agitação da vida moderna e ao estresse, as pessoas apresentam um excesso de atividade do sistema simpático (que produz adrenalina, cortisol, etc., todos imunodepressores), com maior quantidade de granulócitos do que linfócitos, o que abre o caminho para viroses. É devido a isso que muitas pessoas adquirem uma gripe depois de um impacto emocional, notícia ruim, desavenças, tristezas etc. É necessário proceder à redução da atividade simpática (redução do estresse etc.) e promover maior estímulo parassimpático. Isso se consegue com mais repouso, menos agitação e preocupações, atividade física moderada, respiração profunda, alimentação natural integral, massagens terapêuticas, saunas, banhos quentes (tipo ofurô, banheiras etc.). Importante é evitar a friagem e manter o corpo aquecido, principalmente as extremidades.

Atividade física, sol e ar livre.
Sempre importante em qualquer aspecto para uma saúde melhor.
Suplementos
A medicina ortomolecular e a fototerapia preconizam o uso de dois suplementos:
Vitamina C - Recomenda-se o uso de 500 mg de vitamina C (ácido l-ascórbico) orgânica de uma a duas vezes ao dia, para reforçar as defesas. Crianças pequenas, metade da dose ou sob orientação pediátrica.
Cogumelo do Sol - Eleva a imunidade por ser rico em substâncias imunomoduladoras, como a beta-glucana. Adultos devem tomar 2 cápsulas de 500 mg 2 a 3 vezes ao dia, tanto como preventivo quanto para tratamento. Crianças pequenas, tomar metade da dose. No caso de dificuldade de encontrar o cogumelo do sol, procurar comer cogumelos, tipo champignon, shitake, shimeji, funghi etc.
Frutas em geral - As frutas, principalmente as cítricas, ajudam a alcalinizar o sangue e são ricas em minerais e vitaminas, favorecendo a saúde e protegendo o organismo. Pessoas que consomem poucas frutas estão muito mais sujeitas, não só às viroses, quanto a qualquer outra enfermidade.
Estas orientações servem tanto para a prevenção quanto para serem utilizadas em casos de pessoas que contraíram qualquer tipo de gripe. Além do mais, estes procedimentos nos deixam seguros e tranquilos em relação ao grande terror de se contrair, tanto a Influenza A quanto quaisquer outras doenças virais."

Além dessas dicas recomendo consumir inhame, que possui propriedades energéticas e nutricionais que estimulam o sistema imunológico. Pode ser preparado em sopas, purês, cozidos, e até mesmo em sucos. Para saber mais sobre o inhame e para conhecer as recietas acessem o site: http://correcotia.com/inhame/ de Sônia Hirsch.
Como havia prometido, segue uma ótima dica para quem quer e precisa relaxar ou fazer terapia: Malu Ferreira é terapêuta transpessoal, formada pelo renomado terapeuta hungaro Pethö Sandor do Instituto Sedes Sapientiae (PUC-SP).
Entre as técnicas que utiliza: massagem integrativa, thai yoga, drenagem linfática e também atende à gestantes com massagens especiais.
Quem quiser fazer uma sessão para conhecer, é só ligar:
Malu Ferreira: (11) 3567-6941 e (11) 8329-0096
O consultório dela é em Pinheiros.

sábado, 18 de julho de 2009

Feira Orgânica em São Paulo


Após o sucesso da Feira Orgânica de Curitiba, vem aí a 5ª Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia em São Paulo.


Participem e dêem a sua opinião sobre os produtos orgânicos quanto a qualidade, quantidade, distribuição e políticas públicas de incentivo à produção de orgânicos.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Amaranto - Daninha ou Sagrada?


Depois da "descoberta" da quinoa, cereal andino, e de sua imensa exposição na mídia devido às suas indiscutíveis propriedades nutricionais, agora é a vez do amaranto, conhecido como "feijão dos Andes".

Recentemente saiu uma reportagem no Globo Repórter sobre este pseudo-cereal, destacando o alto valor biológico de suas proteínas, a grande quantidade de cálcio, ferro, zinco, fibras e sua capacidade de reduzir o colesterol.

Contudo, há um outro fato sobre o amaranto, não divulgado pela mídia, que está sacudindo a agroindústria:

Pelo visto, a natureza não é tão passiva quanto previam os pesquisadores da Monsanto. Em 2004, plantadores de soja dos Estados Unidos notaram que alguns brotos de amaranto, tidos como erva daninha, resistiam ao Roundup, potente agrotóxico que utilizavam em suas lavouras. Por isso, esses agricultores tiveram que abandonar cultivos de 5 mil hectares de soja transgênica; outros 50 mil estão gravemente ameaçados.

Desde então, a situação só tem se alastrado. Segundo cientistas, ocorreu uma transferência de genes entre a soja modificada geneticamente e o amaranto.

Essa constatação contradiz a afirmação de que é impossível um cruzamento de uma planta modificada geneticamente com uma não modificada.
Uma hipótese para o ocorrido é a de que o agrotóxico tenha exercido uma enorme pressão sobre o amaranto, que, por sua vez, aumentou ainda mais sua velocidade de adaptação.

Ao que parece, surgiu um "amaranto-r" portador de um gene resistente ao herbicida.

A única solução para os plantadores de soja seria arrancar à mão o amaranto, como se fazia antigamente. Isso já não é possível dadas as dimensões das áreas de cultivo. Além disso, por terem raízes profundas, essas ervas são extremamente difíceis de arrancar, razão pela qual simplesmente se abandonaram 5 mil hectares de soja.

A boa notícia é a de que já existe uma tendência entre os agricultores de renunciar aos OGM (organismos geneticamente modificados) e voltar para a agricultura tradicional. Um produtor e vendedor americano de sementes de soja afirma que as sementes OGM estão desaparecendo de seu catálogo e que a demanda por sementes tradicionais tem aumentado.

E então? O amaranto é uma planta diabólica ou... sagrada?

O amaranto pode ser "diabólico" para a agroindústria, mas é sagrado para os incas. Pertence à classe dos alimentos mais antigos do mundo. Cada planta produz a média de 12 mil sementes por ano. E como pesquisas já demostraram, tem um valor nutricional inestimável.

O amaranto suporta o rigor da maioria dos climas, tanto nas regiões secas, como nas de monção e as terras altas tropicais, além de não ter problemas com pragas. Dispensa agrotóxicos.

É uma planta a ser seriamente considerada pelos que discutem a forma de se eliminar a fome.

(texto-base encaminhado por Soraya Vidya Terra Coury ao grupo de estudos "Nutrição Complementar": Amaranto "dá o troco" na Monsanto- Atualizado em 29 de junho de 2009 às 15:01 Publicado em 26 de junho de 2009 Efeito bumerangue na Monsanto -por Sylvie Simons*, no site do MST Para ir ao site do MST, clique aqui.http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/amaranto-da-o-troco-na-monsanto/)

Mais uma vez o espírito de Gaya se faz presente, mostrando que a natureza é viva e se transforma a cada instante, apesar de nossa insistência em querer dominá-la.

domingo, 14 de junho de 2009

Alimentos instantâneos, uma boa opção?


Quem pensa que os alimentos instantâneos podem ser uma opção saudável para os que têm pouco tempo para a refeição não está fazendo uma boa escolha.

Vejam o que diz este artigo encaminhado pela nutricionista Yara, do GEACAN:
"Uma pesquisa da Associação de Defesa do Consumidor Pro Teste analisou seis tipos de arroz e um de macarrão de pacote e constatou altos índices de realçador de sabor (glutamato monossódico), poucos nutrientes e falta de higiene. Além disso, em quase todas as amostras foram encontrados ácaros e partes de insetos.

A associação analisou o Arroz à Grega das marcas Blue Ville e Tio João, o Arroz de Carreteiro da Maggi e Tio João, a Pasta aos Quatro Queijos da Maggi, além da Receitas do Chef, Ervas Finas, Uncle Ben's e Arroz Ervas Finas Tio João.
Cada 225g da Pasta aos Quatro Queijos, da Maggi, apresentou 17 fragmentos de insetos. Nos produtos do Tio João foram encontrados ácaros. Já o Arroz Carreteiro Maggi, apresentou 40g de aditivo GLUTAMATO MONOSSÓDICO por quilo de alimento, ou seja quatro vezes mais o limite europeu, que é de 10g por quilo. Na Pasta aos Quatro Queijos havia 20g de glutamato. A Pro Teste verificou ainda que os alimentos semiprontos não suprem as necessidades de nutrientes de que o corpo precisa em uma refeição.
Segundo a pesquisa, todas as marcas avaliadas apresentaram glutamato monossódico, substância que, se consumida em excesso, pode causar alergias, náusea e dor de cabeça."

A matéria completa está no site
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3758338-EI8147,00.html

O que é glutamato monossódico?
O glutamato foi isolado em 1908 a partir de algas marinhas. Naquela época, percebeu-se que o glutamato fornece aos alimentos um sabor único, diferente dos já conhecidos: doce, salgado, azedo e amargo. Este "5º sabor" foi denominado “umami”.
O glutamato monossódico é um aminoácido não essencial para o nosso organismo, isto é, na falta de glutamato na dieta, podemos produzir o nosso próprio glutamato.

Ele participa de diferentes funções neuroendócrinas, entre elas a regulação da fome e a saciedade.
Podemos consumir o glutamato, de forma natural, através de diversas fontes alimentares. Em pequenas quantidades ele é inócuo. Mas, se consumido em excesso, pode levar até à perda de neurônios.

Além disso, já foi descrita na literatura científica a "síndrome do restaurante chinês", caracterizada por vermelhidão facial, alergias, taquicardia, dor de cabeça e náuseas. Essa síndrome está associada ao elevado consumo de glutamato monossódico.
Reconhecidamente um neurotransmissor, recentes pesquisas tem indicado que o glutamato desperta a voracidade. Um estudo científico em ratos, desenvolvido por Jesus Fernandez-Tresguerres, indica que o glutamato monossódico aumenta a voracidade em 40%.
Pesquisas recentes vem apontando uma relação entre a ingestão de glutamato e o aparecimento de doenças degenerativas cerebrais, tais como Alzheimer e Mal de Parkinson. Também tem sido sugerido que o seu consumo pode ser responsável pela hiperatividade em crianças e por reações alérgicas, asma, câncer e enxaqueca em adultos. Mesmo assim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda o considera um aditivo alimentar inócuo, como o açúcar e o sal. (OPS!)

Aí já temos uma pista para reflexão: até o açúcar e o sal em excesso são prejudiciais. O glutamato em excesso também não o será?
Já não estaria na hora das autoridades sanitárias passarem a controlar as quantidades de glutamato adicionadas aos alimentos?

E nós?... Que tal verificarmos em nossas dispensas quantos produtos contêm glutamato monossódico? É só ler o rótulo.
Será que estamos fazendo as escolhas mais acertadas para a nossa saúde?